Dra. Juliane Ferreira – Medicina de Família e Comunidade – São Bento do Sapucaí – SP

O que é ansiedade?

Ansiedade pode ser definida como um estado de angústia, preocupação e/ou apreensão. 

Todo o ser humano sentiu ou vai sentir ansiedade em algum momento da vida.A ansiedade faz parte de um mecanismo normal de “reação de luta ou fuga”. Isso quer dizer que, mediante ameaça significativa, tendemos a ficar ansiosos. 

imagem ilustrativa de pessoa ansiosa

Até certo ponto, ela pode ser benéfica, pois nos deixa mais vigilantes para enfrentar os desafios (já imaginou ficar calmo e relaxado sendo perseguido por uma onça? não né?)

Situações corriqueiras da vida como, por exemplo, um teste escolar ou uma entrevista de emprego, podem gerar sintomas de ansiedade, de maneira que a pessoa fique atenta e focada nas atividades necessárias para ter sucesso no desafio. 

Historicamente, nossos ancestrais (os “homens das cavernas”) enfrentavam situações estressantes de forma isolada, como quando caçavam para se alimentar ou fugiam de predadores. Essas eram ocasiões únicas que exigiam uma resposta rápida e intensa do corpo. 

onça ilustrando uma situação de perigo, que causa ansiedade

Hoje, porém, vivemos em um mundo onde o estresse está constantemente presente, mesmo em situações que não representam uma ameaça real à nossa vida, como pressões no trabalho ou problemas financeiros. 

Essa exposição contínua ao estresse pode ser prejudicial à nossa saúde, levando a problemas físicos e emocionais. É importante reconhecer essa diferença para entender como a ansiedade pode afetar nossas vidas diariamente

Quando a ansiedade vira um problema de saúde?

O problema surge quando essa resposta esperada frente a um desafio começa a funcionar de forma exagerada ou em momentos em que não há uma ameaça real ou um desafio a ser superado  (ou seja, a pessoa “fica nervosa” sem motivo aparente ou muito mais do que o esperado para a situação)

Quando a ansiedade não desliga ou perde o controle, ela deixa de ser protetora e benéfica e passa a causar sofrimento, afetando a realização de atividades diárias e comprometendo a qualidade de vida.

A ansiedade é considerada patológica quando:

  • É excessivamente intensa ou ocorre com frequência.
  • Dura por longos períodos (geralmente mais de 6 meses).
  • Persiste mesmo após a situação que a provocou ter terminado.
  • Prejudica o bem-estar, a saúde e o funcionamento cotidiano (como em estudos, trabalho ou relações pessoais).
  • Aparece sem uma razão clara ou desproporcional ao que está acontecendo.

Nesses casos, a pessoa pode estar enfrentando um transtorno de ansiedade — e procurar ajuda profissional pode ser fundamental.

Embora a ansiedade possa surgir em qualquer fase da vida, é comum que os sintomas comecem na infância ou adolescência — muito antes de outros transtornos psiquiátricos.

Esse início precoce pode causar grande sofrimento emocional e interferir diretamente no desenvolvimento da pessoa, afetando seus estudos, trabalho, vida social e relacionamentos familiares.

Qual médico que trata ansiedade?

Por ser uma queixa complexa, e que provavelmente não esteja relacionada a apenas uma causa, é fundamental que você seja avaliado como um todo.

O médico de família é especialista nessa abordagem integral do paciente no tratamento de queixas complexas, e ansiedade é uma das queixas mais resolvidas no consultório do médico de família.

Meu nome é Juliane Ferreira, sou médica de família e comunidade, especialista no tratamento de doenças crônicas e queixas complexas com base na Medicina do estilo de vida.

Sou membra da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.

Já atendi mais de 20.000 pacientes, acompanhando todas suas queixas de saúde e centralizando seu cuidado, sem precisar de um especialista para cada doença e queixa.

Quero atender você e cuidar da sua saúde como um todo. Vamos juntos?

Veja as opiniões de quem é e já foi atendido pela Dra Julaine

Quais sintomas são causados por ansiedade?

A ansiedade vai muito além de se sentir nervoso ou preocupado. Ela causa diversas mudanças físicas, emocionais, cognitivas e comportamentais. Compreender como se apresenta é fundamental para reconhecer os sinais e buscar maneiras mais eficazes de cuidar da saúde mental.

Sintomas físicos (fisiológicos):

 Esses são os reflexos do corpo quando ele entra em estado de alerta. Os sintomas mais frequentes incluem:

  • Aceleração do coração (taquicardia)
  • Respiração superficial ou rápida (fôlego curto)
  • Formigamento
  • Suor excessivo, incluindo nas mãos
  • Tensão nos músculos
  • Dor de cabeça
  • Sensação de aperto no peito
  • Desconforto abdominal, náuseas ou dor na região do estômago
  • Diarreia
  • Tremores, tontura e formigamento
  • Agitação — dificuldade em relaxar ou em ficar parado

Essas sensações ocorrem porque o corpo interpreta que está diante de uma ameaça, mesmo que esta não seja real ou imediata.

imagem ilustrativa de dor no peito, que pode ser ansiedade

Sintomas mentais (intelectuais e cognitivos):

  • Estado de hipervigilância (permanecer sempre “em alerta”)
  • Pensamentos acelerados, confusos ou catastróficos
  • Dificuldade em se concentrar ou distração frequente
  • Tendência a antecipar desfechos negativos (“E se algo der errado?”)
  • Sensação de perder o controle

Além disso, a ansiedade pode distorcer a percepção da realidade, afetando como a pessoa vê o tempo, o ambiente e até as intenções dos outros. Isso compromete a aprendizagem, a memória e a capacidade de tomar decisões, fazendo com que a pessoa sinta dificuldade em organizar os pensamentos ou conectar ideias de maneira clara.

Sintomas emocionais: 

A ansiedade é frequentemente percebida como uma emoção negativa, que pode incluir:

  • Sentimento de angústia
  • Medo persistente ou a sensação de que algo ruim está para acontecer
  • Irritabilidade e impaciência
  • Desconforto constante sem explicação clara
imagem ilustrativa de medo

Sintomas comportamentais:

Para lidar com o desconforto, muitas pessoas tendem a evitar situações que provocamansiedade. Exemplos incluem:

  • Deixar de frequentar locais com muitas pessoas
  • Evitar falar em público
  • Recusar convites por receio de serem julgadas
  • Usar álcool ou outras substâncias para se acalmar

Esses comportamentos proporcionam um alívio temporário, mas reforçam o medo e criam um ciclo vicioso:

A pessoa sente ansiedade → evita a situação → não testa a realidade do seu medo → continua acreditando que não consegue lidar → a ansiedade aumenta ainda mais.

Por isso que é fundamental procurar ajuda quando se está tendo ansiedade, para que você receba o tratamento certo e aprenda a quebrar esse ciclo e aprenda a gerenciar sua ansiedade

Percebi que tenho ansiedade patológica, isso quer dizer que tenho transtorno de ansiedade?

Não necessariamente. A ansiedade patológica pode ser sintoma de diversos problemas de saúde mental (como depressão, TDAH, além dos transtornos de ansiedade), e até mesmo de problemas orgânicos, como hipertireoidismo ou arritmia cardíaca.

Além disso, é frequente que as pessoas apresentem múltiplos transtornos ao mesmo tempo. Assim, um paciente pode ter um transtorno de ansiedade junto com outro diagnóstico, como depressão ou dependência química.

Portanto, muitas vezes, o foco não é apenas encontrar “um único diagnóstico”, mas sim entender a complexidade da situação e elaborar um plano de tratamento que leve em conta os sintomas que mais afetam a vida do paciente.

Se você leu a descrição dos sintomas e se identificou de alguma forma, isso quer dizer que você precisa de uma avaliação médica e de acompanhamento. Só desta maneira será possível avaliar seus sintomas dentro do seu contexto e entender melhor as causas da sua ansiedade, e por consequência, como tratá-la da melhor forma.

Chamamos de transtorno de ansiedade quando a pessoa tem ansiedade patológica não causada por outra doença ou condição.

O que causa os transtornos de ansiedade?

Não há uma causa específica, mas sim uma soma de fatores que aumentam a chance de você desenvolver transtorno de ansiedade. Alguns desses fatores não temos como escolher (genética e gênero por exemplo), mas outros podem ser modificados. São os fatores de risco (que aumentam a chance de desenvolver transtorno de ansiedade):

Sexo feminino

 As mulheres têm o dobro da probabilidade de desenvolver transtornos de ansiedade em comparação aos homens. Embora a razão exata ainda não seja clara, acredita-se que fatores hormonais, sociais e culturais possam desempenhar um papel significativo.

imagem ilustrativa do acúmulo de tarefas, que pode causar ansiedade

Histórico familiar

Ter parentes próximos, como pai ou mãe, com transtornos de ansiedade ou depressão aumenta consideravelmente o risco de também desenvolver um transtorno ansioso. Pesquisas indicam que filhos de pessoas com transtorno de ansiedade têm de duas a quatro vezes mais chances de apresentar o mesmo problema, muitas vezes ainda na infância ou adolescência, sugerindo que fatores genéticos são relevantes.

Tipo de personalidade e estilo de criação

 Características temperamentais, como um temperamento inibido (crianças que são muito tímidas ou retraídas desde cedo), e dinâmicas familiares que envolvem controle excessivo, críticas frequentes ou falta de afeto, também elevam o risco de desenvolver transtornos de ansiedade no futuro.

IMAGEM ILUSTRATIVA DE TIPO DE CRIAÇÃO QUE PODE CAUSAR ANSIEDADE

Exposição a estresse

 Experiências difíceis ao longo da vida — como dificuldades financeiras, doenças graves na família, separações ou divórcios — podem ser fatores que desencadeiam ou agravam quadros de ansiedade, especialmente em jovens adultos.

Uso de substâncias

 O tabagismo e o consumo excessivo de álcool estão associados aos transtornos de ansiedade. Tanto pessoas com ansiedade podem recorrer a essas substâncias para aliviar os sintomas, mas também o próprio uso contínuo pode agravar ou contribuir para o surgimento da ansiedade.

IMAGEM ILUSTRATIVA DE ALCOOL E CIGARRO, SUBSTÂNCIAS QUE AUMENTAM A ANSIEDADE

Fatores genéticos 

Pesquisas indicam que os transtornos de ansiedade podem ser herdados em cerca de 30% a 40% dos casos. No entanto, ainda não se sabe exatamente quais genes estão envolvidos nem como essa herança acontece.

O que se sabe é que fatores genéticos podem aumentar a sensibilidade ao estresse, especialmente em ambientes desfavoráveis. Isso indica que, frequentemente, a combinação de predisposição genética e experiências de vida é o que desencadeia o transtorno.

Quais são os tipos de transtorno de ansiedade?

Os mais comuns são:

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

Caracteriza-se por preocupações excessivas e duradouras em relação a diversas áreas da vida, como trabalho, saúde, família e finanças. Essas preocupações são difíceis de controlar e vêm acompanhadas de sintomas como inquietação, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade e problemas de sono.

Transtorno do pânico

 Esse transtorno é marcado por ataques súbitos e recorrentes de medo intenso, conhecidos como crises de pânico. Durante esses episódios, a pessoa pode sentir falta de ar, palpitações, tremores e uma sensação de morte iminente. Muitas vezes, as pessoas acabam vivendo com o receio constante de ter novos ataques, o que leva a mudanças comportamentais e evitação de certas atividades ou lugares.

IMAGEM ILUSTRATIVA DE TRANSTORNO DO PÂNICO

Agorafobia

Nesse transtorno, o medo está relacionado a estar em locais ou situações onde a fuga pode ser difícil ou onde a pessoa acredita que não encontrará ajuda durante uma crise. Isso pode incluir o uso de transporte público, estar em filas ou multidões e sair de casa sozinha. Com o tempo, a pessoa pode começar a evitar completamente essas situações, prejudicando sua rotina e qualidade de vida.

IMAGEM ILUSTRATIVA DE AGORAFOBIA

Transtorno de ansiedade social ou fobia social

Envolve um medo intenso de situações sociais nas quais a pessoa pode ser observada ou avaliada. Atividades como falar em público ou interagir com desconhecidos podem causar ansiedade extrema, levando à evitação frequente dessas situações por medo de humilhação ou rejeição.

Fobia específica

Trata-se de um medo intenso e persistente de um objeto ou situação específica, como animais, altura, voo, sangue ou injeções. O simples contato ou a ideia de enfrentar o objeto fóbico pode provocar uma resposta imediata de medo, que geralmente é desproporcional ao risco real.

Transtorno de ansiedade de separação

 Mais comum entre crianças, mas também pode ocorrer em adultos, esse transtorno envolve um medo excessivo de se afastar de figuras de apego, como pais ou parceiros. A pessoa teme que algo ruim aconteça com eles ou com ela mesma durante a separação, o que pode gerar sintomas físicos, pesadelos e uma aversão extrema a ficar sozinha.

Alguns desses transtornos podem ocorrer simultaneamente ou alternar ao longo do tempo. É comum que a pessoa tente evitar situações que provocam ansiedade como uma forma de aliviar os sintomas — embora isso possa funcionar temporariamente, reforça o ciclo da ansiedade a longo prazo.

Por isso, é essencial reconhecer os sinais e buscar a orientação médica. Quanto mais cedo for o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de recuperar o equilíbrio emocional e a qualidade de vida.

IMAGEM ILUSTRATIVA DE ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO

Medo e ansiedade são a mesma coisa?

Embora ansiedade e medo sejam frequentemente confundidos, eles têm diferenças importantes:

Medo: surge em resposta a uma ameaça real e imediata. Por exemplo, uma pessoa que tem medo de altura pode sentir o coração disparar, suar frio e até ficar paralisada ao se aproximar da borda de um prédio alto. Esse medo é uma reação a uma situação concreta e presente — neste caso, a altura.

Ansiedade: é a expectativa de algo que pode acontecer, mesmo que o perigo não seja real ou esteja no futuro. Pense em alguém que está ansioso antes de uma entrevista de emprego. Mesmo sem saber como será a situação, essa pessoa pode passar a noite em claro, com o coração acelerado e pensamentos como: “E se eu travar?” ou “E se acharem que sou incompetente?”. Aqui, a ansiedade está ligada a preocupações sobre o que ainda não ocorreu, muitas vezes de maneira exagerada ou desproporcional ao risco real.

Como é feito o tratamento dos transtornos de ansiedade?

O tratamento dos transtornos de ansiedade é individualizado para cada paciente, sempre baseado em evidências científicas. É importante avaliar o tipo de transtorno, a gravidade dos sintomas, a presença de outras condições associadas e as preferências do paciente para determinar o tratamento.

Na maioria dos casos, a associação entre psicoterapia, medicamentos e mudança do estilo de vida é a abordagem que traz os resultados mais duradouros e eficazes, promovendo melhora dos sintomas e qualidade de vida no longo prazo.

Psicoterapia

A psicoterapia é a primeira linha de tratamento para todos os transtornos de ansiedade. Para quadros leves a moderados, a psicoterapia junto com o ajuste do estilo de vida, podem ser eficazes e suficientes para o tratamento. O profissional que trabalha com psicoterapia é o psicólogo.

Existem várias linhas de tratamento de psicoterapia. A abordagem mais conhecida e mais eficaz para ansiedade é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

Na TCC, o objetivo principal é ajudar o paciente a identificar e mudar padrões de pensamento e comportamento que contribuem para a ansiedade.

Um dos primeiros passos consiste em aprender a reconhecer os pensamentos automáticos negativos, que aparecem de maneira rápida e intensa em determinadas situações. Com o apoio do terapeuta, o paciente começa a questionar esses pensamentos e substituí-los por interpretações mais realistas e adaptáveis.

Outro recurso importante da TCC é a técnica de exposição, que incentiva o paciente a enfrentar, de forma gradual e segura, as situações que provocam ansiedade.

Esse processo ajuda a diminuir o medo e aumentar a tolerância ao desconforto, permitindo que a pessoa perceba, na prática, que muitas das situações temidas não são tão ameaçadoras quanto pareciam.

Ao trabalhar nesses padrões, o paciente aprende formas mais saudáveis de lidar com o medo, a insegurança e a tensão.

Tratamento medicamentoso

Os medicamentos mais comumente prescritos para transtornos de ansiedade são os antidepressivos, especialmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) e os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSNs), pois demonstram boa eficácia e tolerância.

Esses medicamentos são geralmente a primeira opção para a maioria dos transtornos de ansiedade.

A escolha do medicamento mais apropriado deve considerar diversos fatores, como:

  • Histórico de respostas anteriores (se o paciente já teve bons resultados com alguma medicação)
  • Preferências do paciente
  • Perfil de efeitos colaterais e a tolerância do paciente
  • Presença de comorbidades (como depressão, transtorno bipolar, uso de substâncias ou outras condições médicas)

Em casos mais severos ou no início do tratamento, o médico pode também recomendar o uso de benzodiazepínicos, sempre de maneira cuidadosa e por um período curto, devido ao risco de dependência.

Em situações mais graves ou com baixa tolerância aos antidepressivos, pode também ser utilizado anticonvulsivantes e antipsicóticos.

O tratamento com medicamentos geralmente dura de 6 a 24 meses após a remissão dos sintomas, e qualquer interrupção ou alteração deve ser feita sempre com a orientação de um médico, para assegurar a segurança e evitar recaídas.

Isso é fundamental, pois é recorrente a situação do paciente iniciar o tratamento medicamentoso, se sentir melhor, e retirar a medicação sem orientação e antes do tempo necessário. A chance de piora e recorrência do quadro aumenta muito.

Estilo de vida

Atividade Física

A prática regular de atividade física tem um impacto significativo na redução da ansiedade. Exercícios liberam neurotransmissores que promovem a sensação de bem-estar e reduzem o estresse. Além disso, a atividade física melhora a qualidade do sono e aumenta a resiliência ao estresse, proporcionando uma forma eficaz de lidar com a ansiedade. Mesmo atividades simples, como caminhadas diárias, podem ser benéficas. Incorporar exercícios na rotina pode ser uma estratégia poderosa para o manejo da ansiedade.

ATIVIDADE FÍSICA

Sono

Um sono adequado é essencial para a saúde mental. A falta de sono ou a má qualidade do sono podem exacerbar os sintomas de ansiedade, tornando mais difícil lidar com o estresse e as preocupações do dia a dia. O sono insuficiente afeta a regulação emocional e a capacidade de lidar com desafios. Estabelecer uma rotina de sono saudável, que inclua horários regulares para dormir e acordar, além de práticas relaxantes antes de dormir, pode ajudar a melhorar a qualidade do sono e, consequentemente, reduzir a ansiedade.

Saiba mais neste artigo como o sono afeta nossa saúde e como garantir que você esteja dormindo bem: 

Uso de Substâncias

O uso de substâncias, como álcool, cafeína e drogas recreativas, pode agravar os sintomas de ansiedade. Muitas pessoas recorrem a essas substâncias como uma forma de lidar com o estresse, mas, a longo prazo, elas podem aumentar a ansiedade e levar a um ciclo de dependência

O álcool, por exemplo, pode inicialmente proporcionar uma sensação de relaxamento, mas pode resultar em maior ansiedade quando seus efeitos passam. Reduzir ou eliminar o uso de substâncias pode ser um passo importante para o tratamento eficaz da ansiedade e para a promoção de um estilo de vida mais saudável.

ALCOL E CIGARRO

Práticas complementares

Nos últimos anos, várias práticas têm se destacado como terapias complementares eficazes no tratamento da ansiedade. Essas intervenções visam não apenas aliviar os sintomas, mas também promover um maior bem-estar emocional e mental. Entre as principais estão:

Técnicas de Relaxamento e Respiração

As técnicas de relaxamento e respiração são fundamentais para ajudar a controlar a ansiedade. Métodos como a respiração diafragmática, a respiração 4-7-8 e a técnica de relaxamento muscular progressivo permitem que o indivíduo reduza a tensão e a ansiedade ao ativar o sistema nervoso parassimpático, que induz ao relaxamento. A prática regular dessas técnicas pode melhorar a capacidade de lidar com situações estressantes, proporcionando um senso de controle e calma.

Mindfulness

O mindfulness, ou atenção plena, é uma prática que envolve focar no momento presente de maneira consciente e sem julgamento. Essa abordagem ajuda as pessoas a se tornarem mais conscientes de seus pensamentos, emoções e sensações corporais, permitindo que elas reconheçam e aceitem suas experiências sem se deixarem levar por elas. Estudos mostram que a prática regular de mindfulness pode reduzir os níveis de ansiedade, aumentar a resiliência emocional e melhorar a capacidade de concentração. Muitas vezes, o mindfulness é incorporado em terapias como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para ajudar os pacientes a desenvolverem uma relação mais saudável com seus pensamentos e emoções.

Meditação e Yoga

A meditação e o yoga são práticas que combinam exercícios físicos, técnicas de respiração e meditação para promover um estado de relaxamento profundo e equilíbrio mental. A meditação, em suas diversas formas, ajuda a acalmar a mente e a reduzir a ruminação, um comportamento comum em pessoas ansiosas. 

Já o yoga, além de proporcionar benefícios físicos, como aumento da flexibilidade e força, também ensina a importância da respiração e do foco, contribuindo para a redução do estresse e da ansiedade. A prática regular de yoga tem sido associada a melhorias significativas na saúde mental, ajudando os indivíduos a lidarem melhor com a ansiedade e a promoverem um estado de tranquilidade.

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