O que é pressão arterial?
A pressão arterial é a pressão que o sangue exerce ao percorrer nossos vasos (artérias e veias). Pense como se fosse o encanamento da casa, a água limpa chega da caixa d’água (pulmões) é bombeado pela bomba d’agua (coração), percorre os canos (artérias) até chegar nas torneiras e outros lugares que necessita de água limpa (nossos órgãos).
O sangue retorna ao coração pelas veias, dessa forma recebendo novamente o oxigênio dos pulmões e iniciando o processo novamente.
Qual médico trata pressão alta?
Exatamente pelo fato da pressão alta estar relacionada a múltiplas causas, o médico de família é a melhor escolha. O atendimento do médico de família consiste em uma abordagem integral e centrada no paciente, o que significa que ele não apenas se preocupa com o problema em si, mas também considera o impacto que ele tem na sua vida cotidiana.
O médico de família está capacitado para desenvolver um plano de tratamento personalizado que pode incluir orientações sobre mudanças no estilo de vida, técnicas de manejo do estresse e o uso correto de medicamentos. Isso não só focado no tratamento da hipertensão, mas também na prevenção de outras doenças crônicas. Outro ponto importante é que o médico de família pode acompanhar sua evolução ao longo do tempo, fazendo ajustes no tratamento conforme necessário.
Sou Juliane Ferreira, Médica de família e comunidade, especialista no tratamento de hipertensão e outras doenças crônicas não transmissíveis.
Membra da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.
Já atendi mais de 20.000 pacientes, acompanhando todas suas queixas de saúde e centralizando seu cuidado, sem precisar de um especialista para cada doença e queixa.
Quero atender você e cuidar da sua saúde como um todo. Vamos juntos?

Veja algumas opiniões de pacientes que já consultaram com a Dra Juliane Ferreira:

Como medir corretamente a pressão arterial?
A pressão arterial é medida com um aparelho chamado esfigmomanômetro. Se for o analógico (de ponteiro), também é necessário o estetoscópio. O analógico geralmente é usado por médicos e outros profissionais da saúde.

Existe também o esfigmomanômetro digital, não é necessário estetoscópio e você consegue medir sozinho sua pressão arterial. Existe o de pulso e o de braço. Caso você seja hipertenso e queira adquirir um aparelho, dê preferência para do de braço, por a medida é mais confiável.

Para fazer a medida correta da pressão arterial você deve:
- Não ter fumado na última hora
- Não ter se exercitado na última hora
- Não estar com vontade de ir ao banheiro
- Tem ficado pelo menos 5 minutos em repouso
- Estar sentado com pés apoiados no chão
- Estar com o braço apoiado na altura do peito
- Não falar durante a aferição
- Não usar roupa por baixo do aparelho

O que significa os valores da pressão arterial?
A pressão arterial é medida em milímetros de mercúrio (mmHg) e é expressa por dois números:
- Pressão Sistólica (o número mais alto): representa a pressão nas artérias quando o coração bate.
- Pressão Diastólica (o número mais baixo): representa a pressão nas artérias quando o coração está em repouso entre as batidas.
Vamos supor que uma pessoa mediu a pressão, e a pressão mais alta (sistólica) foi 120 mmHg e a mais baixa (diastólica) 80 mmHg. Dessa forma dizemos que a pressão está 120/80 (dizemos “120 por 80”). Quando a pressão arterial dá um valor redondo que termina com zero, é comum falarmos dessa forma: “a pressão está 12 por 8”, retirando os zeros.
Quando que o valor da pressão arterial é considerado alto?
Quando a medida da pressão sistólica(o número mais alto) está acima de 120 e/ou a medida da pressão diastólica(o número mais baixo) está acima de 70.
ATENÇÃO! Apresentar essas medidas não significa necessariamente que você é hipertenso.
Então como eu sei se estou hipertenso?
Se foram feitas duas medidas, em ocasiões diferentes, acima de 140/90 mmHg, é confirmado o diagnóstico de Hipertensão Arterial Sistêmica (a famosa “pressão alta”)

O que causa a pressão alta?
Existem dois tipos de hipertensão. A mais comum é a hipertensão arterial primária, que é a pressão alta por si só, não sendo causada por outra doença.
A hipertensão arterial primária não tem uma causa isolada, mas sim uma soma de fatores que em conjunto ocasionam esse quadro. São eles:
Genética
Os genes que herdamos de nossos pais podem influenciar nossos níveis de pressão arterial, representando entre 30% a 50% desse impacto. No entanto, como existem muitos genes diferentes e o Brasil tem uma população diversa, não conseguimos identificar informações claras sobre como a genética afeta a hipertensão. Apenas sabemos que se você tem um pai/mãe com hipertensão, aumenta a chance de você se tornar hipertenso.
Idade
À medida que envelhecemos, a pressão arterial tende a aumentar. Isso acontece porque as artérias ficam mais rígidas com o tempo. De fato, cerca de 65% das pessoas acima de 60 anos têm hipertensão, e como o Brasil está envelhecendo, esperamos ver um aumento no número de casos nos próximos anos.

Sobrepeso/Obesidade
Existe uma relação direta entre excesso de peso e aumento da pressão arterial. Hoje a obesidade e o sobrepeso se tornaram um dos maiores fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis, como pressão alta, diabetes, e até mesmo câncer!

Ingestão de Sódio e Potássio
Comer muito sal aumenta o risco de hipertensão. Estudos mostram que pessoas que consomem mais de 2 gramas de sódio por dia têm pressão arterial significativamente mais alta.
O sal não é apenas do saleiro que usamos na comida, mas dos alimentos ultraprocessados que tem adição de uma quantidade significativa de sal. Por exemplo: um miojo possui em média 1,3 gramas de sal (mais da metade da quantidade limite de sal diária)
Por outro lado, aumentar a ingestão de potássio pode ajudar a reduzir a pressão arterial. Obs.: isso não significa que você precisa suplementar potássio sem indicação médica, tá? Apenas diversificar sua alimentação para que contenha alimentos ricos em potássio, como frutas como bananas, abacates, laranjas e melão, vegetais como batata-doce, espinafre e tomate, e leguminosas como feijão e lentilha.

Sedentarismo
A falta de atividade física está diretamente relacionada ao aumento da pressão arterial. Em 2018, mais de 27% da população mundial não praticava atividade física suficiente, e no Brasil, quase 45% dos adultos não se exercitam o suficiente.
Álcool
O consumo excessivo de álcool está fortemente associado a níveis mais altos de pressão arterial, o que pode levar a complicações sérias de saúde, incluindo hipertensão arterial. Estudos mostram que beber seis ou mais doses por dia — o equivalente a uma garrafa de cerveja ou a duas taças de vinho — pode aumentar significativamente o risco de desenvolver hipertensão. Essa condição pode ser particularmente preocupante, pois a hipertensão muitas vezes não apresenta sintomas, mas pode resultar em doenças cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
Além disso, o álcool pode interferir na eficácia de medicamentos usados para controlar a pressão arterial, tornando o tratamento menos eficaz. Reduzir ou eliminar o consumo de álcool não apenas ajuda a baixar a pressão arterial, mas também traz benefícios adicionais, como a melhoria da saúde do fígado, a redução do risco de câncer e a melhora da qualidade do sono.
Cuidar da saúde cardiovascular é essencial para uma vida longa e saudável, e a redução do álcool é um passo importante nessa direção.

Cigarro
Fumar pode causar um aumento temporário da pressão arterial devido à presença de nicotina, que provoca a constrição dos vasos sanguíneos e aumenta a frequência cardíaca. Além disso, o tabagismo contribui para a rigidez arterial e danos ao endotélio vascular, fatores que podem levar ao desenvolvimento de hipertensão crônica.
A exposição ao fumo passivo também é considerada um fator de risco para o aumento da pressão arterial em indivíduos que não fumam. Além disso, a cessação do tabagismo está associada a uma redução nos níveis de pressão arterial e a uma melhora geral da saúde cardiovascular.
Se você deseja parar de fumar, mas são sabe como, ou acha que não consegue, não tente sozinho. Estarei com você durante todo o seu processo!

Gênero
Geralmente, homens mais jovens têm níveis de pressão arterial mais altos, mas as mulheres apresentam um aumento maior na pressão arterial conforme envelhecem. Na faixa etária acima de 65 anos, a hipertensão é mais comum entre as mulheres.
Etnia
A etnia pode influenciar o risco de hipertensão, mas fatores como condições econômicas e estilo de vida parecem ter um impacto maior. No Brasil, não há diferença significativa na prevalência de hipertensão entre negros e brancos.
Fatores Socioeconômicos
Baixa escolaridade, condições de habitação inadequadas e baixa renda familiar são fatores de risco importantes para a hipertensão.
Outros Fatores de Risco
Certos medicamentos, que podem ser comprados sem receita, e drogas ilícitas, como cocaína, também podem elevar a pressão arterial.
Apneia Obstrutiva do Sono
A apneia do sono é uma condição em que a respiração de uma pessoa é interrompida repetidamente durante o sono, levando a pausas que podem durar de alguns segundos a minutos. Essas interrupções são frequentemente causadas pelo relaxamento excessivo dos músculos da garganta, o que obstrui as vias aéreas.
Como resultado, o sono é fragmentado, e a pessoa pode não alcançar as fases mais profundas e reparadoras do sono. A apneia do sono está claramente ligada ao aumento do risco de hipertensão arterial, pois as interrupções na respiração podem causar flutuações súbitas na pressão arterial e um aumento da atividade do sistema nervoso simpático, que eleva a pressão arterial.
Estudos mostram que indivíduos com apneia do sono têm uma probabilidade significativamente maior de desenvolver hipertensão, especialmente se a condição não for tratada. Além disso, a apneia do sono é mais comum em homens e em pessoas brancas, embora possa afetar qualquer pessoa.
O tratamento da apneia do sono, que pode incluir mudanças no estilo de vida, uso de dispositivos de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) ou cirurgia, pode ajudar a reduzir a pressão arterial e melhorar a qualidade do sono, levando a um melhor estado geral de saúde. Portanto, é importante que aqueles que suspeitam ter apneia do sono busquem avaliação médica para um diagnóstico adequado e tratamento.

Quais são os sintomas da pressão alta?
Na maioria das vezes, a pressão alta não apresenta sintomas. Em alguns casos, podem haver alguns sintomas inespecíficos. Entre os sintomas mais comuns estão dores de cabeça persistentes, tontura e visão embaçada.
Em situações mais graves, a hipertensão pode causar dor no peito, dificuldade para respirar e até sinais de um acidente vascular cerebral, como fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar ou confusão mental.
É fundamental lembrar que, mesmo na ausência de sintomas, a hipertensão pode causar danos significativos ao coração, vasos sanguíneos e outros órgãos ao longo do tempo.
Por isso, se você tem mais de 30 anos, meça sua pressão pelo menos uma vez ao ano, e procure um médico para fazer seu acompanhamento preventivo.
Por que eu devo me preocupar com a pressão alta? O que ela causa?
A maioria das complicações da pressão alta não tratada
Infarto do Miocárdio
A hipertensão arterial aumenta a carga sobre o coração, levando ao endurecimento das artérias (aterosclerose). Isso pode resultar na obstrução do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco, causando um infarto.
Além do processo de aterosclerose, os mesmos fatores de riscos que aumentam a chance de desenvolver hipertensão, também aumento o risco de terem outras doenças que causam infarto, como a hipercolesterolemia (colesterol alto) e coronariopatias.Os sintomas de infarto geralmente incluem dor no peito em pressão, que piora com esforço, associado à falta de ar e/ou sudorese.

Insuficiência Cardíaca
Com o tempo, a hipertensão pode fazer com que o coração trabalhe mais para bombear sangue, resultando em seu enfraquecimento e na incapacidade de manter um fluxo sanguíneo adequado. Os sintomas incluem fadiga, falta de ar e inchaço nas pernas e pés.
Acidente Vascular Cerebral (AVC)
A hipertensão é um dos principais fatores de risco para AVC, que pode ocorrer de duas formas: isquêmico (quando um vaso sanguíneo é bloqueado) ou hemorrágico (quando um vaso sanguíneo se rompe). Os sintomas de um AVC são agudos, e podem incluir: fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar e perda de coordenação.

Danos Renais (Insuficiência Renal)
A pressão alta pode danificar os vasos sanguíneos nos rins, prejudicando sua capacidade de filtrar resíduos e excessos de líquidos do sangue. Isso pode levar à insuficiência renal, que pode exigir diálise ou transplante. Geralmente é assintomática, ainda mais em estágios iniciais. Porém quando há sintomas podem se manifestar como inchaço, fadiga e alterações na micção.
Retinopatia Hipertensiva
A hipertensão pode causar danos aos vasos sanguíneos da retina, levando à retinopatia. Isso pode resultar em problemas de visão, como embaçamento, dificuldade para enxergar à noite e até mesmo perda de visão. A retinopatia é frequentemente assintomática até que danos significativos ocorram.

Arteriosclerose
A hipertensão contribui para o endurecimento e estreitamento das artérias, conhecido como arteriosclerose. Isso aumenta o risco de bloqueios que podem levar a infartos e AVCs. A arteriosclerose também pode afetar a circulação em outras partes do corpo, resultando em dor e problemas de cicatrização.
Aneurismas
A pressão arterial elevada pode enfraquecer as paredes das artérias, levando à formação de aneurismas, que são dilatações anormais. Se um aneurisma se romper, pode causar hemorragia interna grave, que pode ser fatal. A localização mais comum de aneurismas relacionados à hipertensão é na aorta, a maior artéria do corpo.
Demência Vascular
A hipertensão pode afetar a circulação sanguínea no cérebro, contribuindo para a demência vascular, que é uma forma de demência causada pela redução do fluxo sanguíneo cerebral. Os sintomas incluem problemas de memória, confusão e dificuldades com o raciocínio.

Estou hipertenso, e agora? Como tratar?
Mudanças no Estilo de Vida
Independente do seu grau de hipertensão, as mudanças do estilo de vida são a base do tratamento. Cada uma das medidas abaixo ajuda a reduzir uma porcentagem da sua pressão arterial.
Dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension)
A dieta DASH, que significa “Abordagens Dietéticas para Parar a Hipertensão”, foi desenvolvida para ajudar a controlar a pressão arterial e melhorar a saúde do coração. Essa dieta incentiva o consumo de alimentos saudáveis e nutritivos, promovendo um estilo de vida equilibrado.
Um dos pilares da dieta DASH é a inclusão de uma grande variedade de legumes, frutas e vegetais. Esses alimentos são ricos em vitaminas, minerais e fibras, além de serem baixos em calorias e sódio, o que contribui para a saúde cardiovascular.

Outro componente importante da dieta são os grãos integrais. Os grãos integrais ajudam a manter a saciedade e são uma boa fonte de fibras, o que também pode auxiliar no controle da pressão arterial.
A dieta DASH também inclui laticínios com baixo teor de gordura, como leite desnatado, iogurte e queijos magros. Esses produtos fornecem cálcio e proteínas, mas com menos gordura, o que é benéfico para o coração.
As proteínas magras são outro aspecto fundamental da dieta. Boas opções incluem peixes, aves como frango, feijões, lentilhas, etc. A proteína é um macronutriente importante na produção e reparo de tecidos (como os músculos). As fontes de proteína magras desempenham essa função sem fornecer o excesso de gordura.

Além disso, é importante limitar a quantidade de gorduras totais na dieta, e saber optar por fontes de gorduras mais saudáveis, como azeite de oliva, abacate e nozes
Por fim, a redução do sódio é um aspecto crucial da dieta DASH. O ideal é limitar a ingestão de sódio para menos de 2.300 mg por dia, e até 1.500 mg, se possível. Para isso, é aconselhável evitar alimentos ultraprocessados, que costumam ser ricos em sal, e optar por temperos naturais, como ervas e especiarias.
Assim, a dieta DASH não é apenas uma estratégia eficaz para controlar a hipertensão, mas também promove um estilo de vida saudável a longo prazo.
Atenção! As orientações descritas acima são em um aspecto geral! É fundamental a individualização do tratamento para cada paciente. Por isso, antes de adotar medidas mais específicas, consulte sua médica de confiança!
Atividade física
A prática regular de atividade física é uma estratégia fundamental no tratamento e controle da hipertensão arterial, sendo amplamente apoiada por evidências científicas. Estudos demonstram que a atividade física moderada, como caminhadas, ciclismo ou natação, realizada por pelo menos 150 minutos por semana, pode reduzir a pressão arterial em média de 5 a 10 mmHg em indivíduos hipertensos.
O exercício ajuda a melhorar a saúde cardiovascular, promovendo a dilatação dos vasos sanguíneos e aumentando a eficiência do coração. Além disso, a atividade física contribui para a perda de peso, melhora o perfil lipídico e reduz o estresse, fatores que também influenciam positivamente a pressão arterial.
Para maximizar os benefícios, é essencial que os pacientes escolham atividades que sejam agradáveis e sustentáveis a longo prazo, podendo incluir exercícios de resistência, como musculação, que também demonstraram efeitos benéficos na pressão arterial. Portanto, a incorporação da atividade física como parte de um estilo de vida saudável é uma recomendação eficaz para o manejo da hipertensão.

Medicações Anti Hipertensivas
Há várias classes de medicamentos que são a primeira escolha no tratamento da pressão alta. A escolha de uma ou mais medicações variam conforme o contexto,histórico de cada paciente, risco cardiovascular calculado e o grau de hipertensão.
As classes mais utilizadas são:
- Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA)
- Bloqueadores dos Receptores da Angiotensina II (BRA)
- Diuréticos
- Bloqueadores dos Canais de Cálcio
Já os medicamentos da classe dos Beta-bloqueadores não são a primeira linha de tratamento de hipertensão de maneira isolada, mas podem ser utilizados caso o paciente tenha outras condições que justifiquem o uso (exemplo: arritmias, insuficiência cardíaca)

Baixo consumo de bebidas alcoólicas
O uso de álcool tem uma relação significativa com a hipertensão, e sua gestão é fundamental no tratamento da condição. Não há quantidade saudável no consumo de álcool. Porém, para haver o menor efeito na pressão arterial, é recomendado o limite de até 30 g/dia de álcool, o que equivale a menos de 250 mL de vinho, 600 mL de cerveja ou 60 mL de destilado.
No entanto, esses limites devem ser reduzidos pela metade em indivíduos fora da faixa de peso adequado (tanto abaixo quanto acima) ou hipertrigliceridemia (triglicerídeos alto), já que esses fatores podem aumentar a vulnerabilidade à hipertensão. Portanto, é importante que os pacientes estejam cientes de suas escolhas de consumo de álcool e busquem manter um padrão que não comprometa sua saúde cardiovascular.

Cessação do tabagismo
A cessação do tabagismo é outra medida crucial no manejo da hipertensão. O uso de qualquer forma de tabaco — incluindo cigarros comuns, de palha, cachimbo, charuto, narguilé e cigarro eletrônico — está associado a um aumento da pressão arterial em 5 a 10 mmHg, além de outros graves problemas de saúde. Embora os estudos não tenham demonstrado uma redução imediata da pressão arterial após a interrupção do tabagismo, os benefícios a longo prazo para a saúde cardiovascular são inegáveis. Assim, abandonar o tabaco é essencial não apenas para controlar a pressão arterial, mas também para melhorar a qualidade de vida geral.

Cessação do uso de outras drogas
O uso de outras drogas também pode impactar negativamente a pressão arterial e a saúde cardiovascular. Substâncias como estimulantes, incluindo algumas drogas recreativas, podem elevar a pressão arterial e aumentar o risco de complicações graves. Portanto, é fundamental que os indivíduos que sofrem de hipertensão evitem o uso de drogas ilícitas e busquem ajuda profissional se estiverem enfrentando problemas relacionados ao uso de substâncias. A promoção de um estilo de vida livre de drogas é uma parte importante do tratamento e da prevenção da hipertensão, contribuindo para uma saúde mais robusta e sustentável.
Manejo do Estresse
O gerenciamento do estresse desempenha um papel crucial no controle da hipertensão, uma vez que o estresse crônico pode contribuir para o aumento da pressão arterial. Técnicas de relaxamento, como meditação, ioga e exercícios de respiração profunda, têm se mostrado eficazes em reduzir os níveis de estresse e, consequentemente, a pressão arterial.
A prática regular de atividades físicas também é uma excelente maneira de aliviar o estresse, pois libera endorfinas, hormônios que promovem a sensação de bem-estar. Além disso, é importante que os indivíduos identifiquem e abordem as fontes de estresse em suas vidas, seja por meio de mudanças no estilo de vida, apoio social ou, se necessário, terapia psicológica. Ao incorporar estratégias de manejo do estresse no dia a dia, os pacientes podem melhorar não apenas sua saúde mental, mas também sua saúde cardiovascular, criando um impacto positivo no controle da hipertensão.

Monitoramento e Acompanhamento
O acompanhamento regular com um médico é essencial para avaliar a eficácia do tratamento da hipertensão, aumentar a sua adesão ao tratamento e ajustar a terapia conforme necessário. Além disso, incentivar os pacientes a monitorarem sua pressão arterial em casa pode ser uma prática valiosa, pois permite identificar flutuações e avaliar a resposta ao tratamento. Essas medidas, quando combinadas, promovem um gerenciamento mais eficaz da hipertensão, contribuindo para melhores resultados na saúde cardiovascular.
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